domingo, março 15, 2009

Pais portugueses - ACORDAI

Voto Católico - I parte
http://www.youtube.com/watch?v=fYl5SZTCqtw

Voto Católico - II parte
http://www.youtube.com/watch?v=9Qv99zWu-a0

Voto Católico - III parte
http://www.youtube.com/watch?v=VtrLX_ciOao

Educação Sexual com o Magalhães:
http://www.youtube.com/watch?v=ESW-4xiBCXQ

SABIA QUE FOI APROVADA NA GENERALIDADE UMA LEI QUE PRETENDE IMPOR A EDUCAÇÃO SEXUAL OBRIGATÓRIA NAS ESCOLAS PARA TODOS SEGUNDO AS IDEOLOGIAS DE SÓ ALGUNS?!

Sabia que essa lei impõe um modelo de educação sexual que vai abertamente contra a moral cristã e a escolha de muitas famílias?

Sabia que a família tem o dever e o direito de educar os seus filhos em liberdade, segundo os princípios ideológicos e religiosos em que acredita?

Sabia que a educação sexual dada na escola pode marcar muito negativamente as crianças e os jovens?

Então veja os seguintes casos reais (com nomes fictícios, claro!):

Uma menina de 5 ou 6 anos após detalhadas explicações sobre muco vaginal vomitou em plena aula (que ideia bela e positiva tem ela neste momento sobre sexualidade? e será que nesta idade isto é sequer necessário?)

A Ana, de 8 anos, explicou à mãe que na aula andavam de mão dada menino com menina, menino com menino, e menina com menina, e davam beijinhos na boca "porque são assim os casais". Será positivo promover a experimentação hetero e homossexual aos 8 anos? Alguns pais acharão que sim, outros não. Mas com a obrigatoriedade da ed. sexual só os primeiros são livres de transmitir aos filhos o que lhes parece bem. Porquê ?

A Teresa teve que ver um filme na aula com imagens que a chocaram tanto que se levantava a meio da noite para falar com a mãe sobre o assunto. O filme, em desenhos animados felizes e saltitantes, se a ela chocou, para outros mais desenvolvidos foi um incentivo à experimentação duma actividade ali apresentada como extremamente lúdica.

Um jovem de 16 anos, abusado em criança e a fazer psicoterapia para ultrapassar o seu horror à sexualidade, viu-se numa aula com um enorme pénis erecto de borracha sobre a secretária ao qual era preciso pôr o preservativo. Foram anos de retrocesso! Se os pais tivessem sido avisados podiam ter evitado a sua presença na aula.

Ninguém obriga ninguém a não ter aulas de ed. sexual, mas ninguém devia obrigar ninguém a tê-las.

Estamos em democracia! Esta lei da imposição da obrigatoriedade da educação sexual nas escolas, tal como está preparada, é uma agressão e uma violência contra a liberdade das famílias e das crianças.

Em democracia, um grupo não pode impor a outro, mais pequeno ou não, através da lei, a sua ideologia sexual. Isso é ditadura!

MUITO IMPORTANTE! Exerçamos o nosso direito de cidadania e evitemos que se crie uma lei contra a liberdade de consciência de muitos pais! Muito útil enviar, até 20 de Março, ou mesmo depois, uma carta semelhante à que está abaixo, para os seguintes endereços electónicos (também pode ser usada essa mesma carta):

com8cec@ar.parlamento.pt ; gp_pev@pev.parlamento.pt ; gp_be@be.parlamento.pt ; gp_pcp@pcp.parlamento.pt ; gp_pp@pp.parlamento.pt ; gp_psd@psd.parlamento.pt ; gp_ps@ps.parlamento.pt ; gabpar@ar.parlamento.pt ; provedor@provedor-jus.pt ; pm@pm.gov.pt ; belem@presidencia.pt

(pode pedir este mesmo texto para o email fernanda@solardamarta.com)

Ou para as seguintes direcções:

Comissão de Educação e Ciência Presidente da Comissão: António José Seguro

Assembleia da República

1249-068 LISBOA Telefone: 213919654 Fax: 213917448

Presidente da República

Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa Telefone: 21 361 46 00 Telefax: 21 363 66 03

Provedoria de Justiça

Morada: Rua Pau de Bandeira, 9
1249-088 LISBOA Telefone: 213926600/19/21/22 Linha Azul: 808200084 Fax: 213961243

CARTA ABERTA

Assunto: “Projecto Lei 660/X – Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar”.

Ilustríssimos Senhores Deputados da Comissão de Ciência e Educação:

No passado dia 19/02/2009 na Reunião Plenária nº. 43, o Parlamento Português deu um sinal forte aos Portugueses de que não representa o sentir de todos os cidadãos, e que se quer intrometer no âmbito da vida privada de cada um, nomeadamente em questões de liberdade de consciência.

Recai agora sobre essa comissão a responsabilidade de discussão na especialidade deste Projecto Lei, que não deverá contrariar a Constituição da República, e deve manifestar respeito pela liberdade de todos os cidadãos, em particular pela liberdade de educação, religiosa e ideológica.

Enquanto cidadão, apelo a que tenham em conta o seguinte:

Há pais que entendem que a educação sexual envolve a estrutura total e intrínseca da pessoa humana, que nasce sexuada, e, por isso, está muito para além de uma matéria ou disciplina escolar. Envolvendo, sempre, critérios valorativos inerentes que não podem ser ignorados. A sexualidade tange com direitos de consciência que nenhum Estado ou ideologia pode ditar ou violentar. Tal tem sido o sentido da Jurisprudência firmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Esta é aliás uma visão inclusiva e moderna de uma sociedade plural.

Há pais que entendem que a educação sexual dos filhos (educandos) é algo que fazem, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades, do seu crescimento e da sua dignidade como pessoa.

Há pais que entendem que se reservam o direito da educação dos seus filhos nesta matéria (contra qualquer imposição abusiva por parte do Estado), porventura com o recurso a ajudas exteriores escolhidas por eles e/ou dadas com o seu consentimento explícito.

Há pais que entendem que, em democracia, a escola serve para os ajudar na educação dos seus filhos, mas não pode nunca sobrepor-se, ou contrariar os pais - Art. 43.º n.º2 da C.R.P. “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”.

Há pais que entendem que estamos num Estado de Direito - Art. 26.º da C.R.P “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade … à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.

Há pais que entendem que têm o direito à liberdade de pensamento, de ideologia e de religião, e a escola tem unicamente o dever de transmitir conhecimentos científicos e literários, jamais tendo o direito de veicular, em matérias e disciplinas obrigatórias, qualquer tendência de pensamento ou ideológica, pois nesse caso estaria a violar directa e abertamente os direitos dos pais.

Assim, EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA – SÓ OPCIONAL! Como cidadão, no Estado Democrático Português, exijo que seja garantida a liberdade de educação, ideológica e religiosa, as quais estão intimamente ligadas com qualquer matéria de educação sexual, e são os pilares de qualquer estado democrático. Aos pais tem de reconhecer-se o direito a serem informados acerca do que as escolas estão a ensinar e, se o desejarem, escolherem para os seus filhos outras disciplinas ou ocupações.

Grato pela atenção dispensada.

Melhores cumprimentos,

Nome:

BI:

quarta-feira, março 11, 2009

eles são pro-choice, não pro-Liberdade...

citamos o Prof. Mário Pinto, a propósito da reivindicação de Liberdade Educativa para os pais portugueses
(em audição pública na Assembleia da República no dia 14 de Abril)

[...] Democracia não é igual a ditadura da maioria. Democracia é igual a pluralismo, porque se baseia nas liberdades individuais. O argumento da maioria não legitima que a maioria imponha um regime único e autoritário a todos. Isso tornaria a democracia num regime de ditadura da maioria. Por isso, tem todo o sentido que ... discorde de uma lei que, implicitamente ao menos, pretende impor a todos uma obrigação de uma certa orientação de educação. Se para a liberdade sexual se reivindica a liberdade de orientação e a igualdade de legitimidade e direito entre orientações diferentes, porque é que para a educação não se aplica o mesmo raciocínio? Nem nas escolas públicas a maioria tem direito de impor uma certa orientação em matéria de educação sexual, visto que nas escolas ditas públicas se invoca a liberdade individual de aprender e de ensinar.

O ensino obrigatório (que é menos do que educação obrigatória) é apenas uma regulação de liberdades fundamentais da pessoa humana, das liberdades de aprender e de ensinar — porque o Estado não tem nenhum direito de ensinar, como diz o nº nº 2 do art. 43º da Constituição. Deve por isso o ensino obrigatório ser definido num mínimo, que não comprima as liberdades — é o que diz o art . 18º da Constituição: «a lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos». As liberdades individuais, dos alunos e dos seus pais, não podem ser expropriadas, pela imposição de orientações, mesmo nas escolas públicas, onde só os pais e professores são titulares de liberdades de aprender e de ensinar. O Estado não tem direitos de educação; não é nem educando, nem educador. Não pode impor educação. Pode apenas criar condições institucionais e materiais neutras. E garantir as liberdades individuais. Gostava de saber porque é que aqueles que tanto clamam pela divisa «pro choice», em matéria de aborto, não se batem também pela liberdade de escolha da escola e do ensino escolar.
Gostava de saber porque é que a mesma mulher, a quem se reconhece o direito de escolher, com o apoio financeiro do Estado, entre abortar ou não (pro choice), não merece o mesmo reconhecimento «pro choice» para a liberdade de escolher a educação e o ensino escolar do seu filho, que escolheu não abortar, com igual apoio financeiro do Estado.

quarta-feira, março 04, 2009

Tragédia de Entre-os-Rios foi há 8 anos


Passam hoje 8 anos sobre a tragédia da ponte de Entre-os-Rios. Pedimos aos leitores uma oração pelas 59 vítimas mortais daquele que foi o exemplo mais acabado da incúria do Estado, da fuga às responsabilidades, da "culpa que morre solteira" no Portugal de Abril que pede Maio.

Em Portugal, não ataca a al Qaeda. Os piores "terroristas" conseguem ocupar as posições onde mais danos podem provocar no povo - sucessivos governantes do PS e do PSD que, de 1986 a 2001, foram ignorando relatórios técnicos a informar do estado da ponte de Entre-os-Rios e adiando a realização de obras de recuperação, mas sem deixar de perseguir judicialmente autarcas e populares que, na rua, se manifestaram em defesa das suas legítimas aspirações!

Em 4 de Março, com al queda da ponte Hintze Ribeiro, ruiu também o que restava da nossa confiança na actual classe política, hoje como em 2001...

... mais preocupada em "casar" os gays e permitir-lhes adoptar crianças do que em proteger as crianças da Casa-Pia ou apoiar os tratamentos de infertilidade de tantos casais;

... mais interessada em dar o rendimento-mínimo a qualquer um, do que em livrar as mães mais necessitadas da tentação do aborto, sem dinheiro para dar leite, tecto e educação aos filhos;

... mais diligente para concluir obras à pressa na roda-vida das inaugurações, do que na manutenção de estradas e pontes já construídas por outros;

... mais interessada em adormecer uma cidadania débil com debates fracturantes e estéreis, do que em atacar com coragem os problemas reais da sociedade, a crise económica, o desemprego, o inverno demográfico!

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Tragédias de Portugal
4 de Março - queda da ponte de Entre-os-Rios
4 de Dezembro - queda do Cessna de Sá Carneiro e Amaro da Costa
4 de Agosto - Alcácer-Quibir

Tragédias da vida
11 de Setembro - ataque às torres gémeas em Nova Iorque
11 de Março - ataque terrorista em Madrid
11 de Fevereiro - liberalização do aborto em Portugal

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Um ano depois: questões à A.R.S. Norte

Ex.mº Senhor Director da A.R.S.-Norte,

Os meus cumprimentos.

Faço parte de um conjunto de cidadãos que há cerca de um ano manifestaram junto de V. Ex.ciª a sua oposição à prioridade atribuída à realização de abortos em Centros de Saúde do Vale do Sousa, comparativamente com o desenvolvimento da rede de Médicos de Família. No meu caso, submeti uma reclamação que recebeu o nº de processo 7035911. No nosso entender e no de vários autarcas que igualmente subscreveram as nossas petições, a rede de saúde familiar deveria merecer toda a prioridade do investimento, em detrimento da política de "aborto-simplex". Após a apresentação de reclamações no respectivo livro no Centro de Saúde de Paredes, temos conhecimento de que continua a haver falta de médicos de família.
Ao longo deste último ano, porém, têm vindo a público algumas notícias na comunicação social sobre uma possível e futura universalização dos serviços de saúde familiar a toda a população. Confiados na boa-fé dos nossos governantes, eis que, passado um tempo que razoavelmente considerávamos suficiente para observar uma evolução positiva da situação geral destas populações, voltamos a dirigir-nos a V. Exciª para solicitar respeitosamente um conjunto de esclarecimentos que consideramos da maior importância:

1. Houve, no último ano, reforço do investimento na rede de saúde familiar para o vale do Sousa em geral e para o centro de saúde de Paredes em particular?

2. Concretizou-se esse eventual reforço num incremento do número de médicos de família e numa redução do número de cidadãos sem acesso a este serviço?

3. Quais foram, por outro lado, os custos associados à prática de aborto (I.V.G.) medicamentoso nos centros de saúde que entretanto iniciaram esta prática?

4. Quantas foram as I.V.G.s praticadas ao longo do ano de 2008 nos diversos centros de saúde da A.R.S. Norte, concretamente na área do vale do Sousa?


Sem outro assunto de momento, despeço-me.

Muito atentamente,
Luís F. Botelho Ribeiro


Nota final: utilizo esta forma de contacto, de acordo com a indicação fornecida no vosso sítio oficial.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

eutanásia ou assassínio?

Depois de, ainda a 4 de Fevereiro, os especialistas assegurarem que a interrupção dos alimentos de Eluana Englaro levaria à sua morte apenas ao fim de algumas semanas...

... o mundo é apanhado de surpresa com a trágica notícia da sua morte ao fim de poucos dias. Será que estamos afinal perante uma "simples" suspensão dos alimentos e hidratação ou algo mais?

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Eluana morreu. Paz à sua Alma!

Mas relativamente aos que a tinham a seu cuidado, há questões a esclarecer e responsabilidades a exigir.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Thank you, good old England!

Obrigado, Rainha de Inglaterra, por não curvares, também tu, a cabeça diante dos nossos corruptos.

Obrigado Inglaterra, por te interessares em saber a verdade e mostrares respeito pelo destino dado às libras dos teus súbditos.

Obrigado ó Inglaterra, nossa velha aliada, por vires de novo em auxílio dos portugueses quando, manietados, não tínhamos já como livrar-nos do opressor.



Three cheers for Her Majesty´s Justice...
Hip Hip Hooray!

Pena é que no campo de batalha da nossa libertação para a Justiça não vejamos, como no passado, "forças" anglo-lusas, mas tão-só...
... a polícia inglesa!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A importância de saber chegar a casa

Fernanda Pereira, in Boletim de Julho da Acreditar

«Mário Cordeiro, pediatra, disse numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.

Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar.

Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras.

Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida.

Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.

Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.

Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.

Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma.

Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor. »

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Por falar em (saber) voltar a casa:


quinta-feira, janeiro 15, 2009

um milhão de contos...

1. O governo pretende avançar com o "ajuste directo" de obras até 5 milhões de euros (essa "mítica" verba de «1 milhão de contos»);

2. A oposição diz que «é algo que é extremamente perigoso em anos eleitorais» e o Portugal profundo preocupa-se;

3. O sr. Primeiro-ministro responde no parlamento com o anúncio de que a medida de excepção(?) "só" se aplicará a dois domínios: escolas e eficiência energética em edifícios públicos. Pretendia com isto responder às questões da garantia de transparência e justa concorrência num ano especialmente crítico em termos eleitorais (não esquecer o caso Mário Lino e a "inquirição-geral" ao calendário de inaugurações);

4. Relativamente às escolas bom seria que, a par do investimento na melhoria da qualidade do parque escolar (embora sem esquecer a parte do equipamento), houvesse a preocupação de limitar o processo de concentração escolar no interior do país posto que este i) retira vida aos núcleos populacionais mais pequenos, ii) "atira" com as crianças e jovens para super-escolas em que a massificação tende a "esmagar" o equilibrado desenvolvimento da Pessoa, diluindo-a desde muito cedo num contexto psicológico, emocional e relacional de "grande número", de "massa anónima"; iii) acaba por não proporcionar (contra o que se poderia esperar) um contexto mais favorável à "liberdade de educação", no qual os pais pudessem optar entre orientações alternativas, nomeadamente no que concerne a matérias de consciência (como a Educação Sexual), de arte e cultura (que orientação literária/cultural? que modalidades de expressão artística?) ou até de orientação vocacional e tecnológica (atendendo designadamente ao perfil local/regional da actividade económica e do emprego;

5. Relativamente à "eficiência energética", tema de grande actualidade em face da "verdade inconveniente" do aquecimento global*, não deixa de ser curioso que por estes mesmos dias a Martifer (parceira do Governo em projectos de envergadura, com destaque para o "desenrascanço" ao ministro Manuel Pinho no mediático caso das minas Pirites Alentejanas) anuncie em força nas caixas Multibanco a sua "oferta" nesta nova área da "Home efficiency".


* é pena que as agendas dos nossos governantes não lhes deixem tempo para visionar outras "verdades inconvenientes", que não a de Al Gore, designadamente o documentário sobre o "Inverno Demográfico".

quarta-feira, dezembro 17, 2008

simplex: o ocaso?

A prova é muito simples.

1. Basta ir ao portal do Registo Nacional de Pessoas Colectivas:
http://www.rnpc.mj.pt/rnpc/infornpc.asp

2. Do lado direito, clicar em:
» RNPC - Procurar na Base de Dados de Firmas e Denominações Sociais

3. Ficamos a saber de um problema informático temporário:
«Pedidos de Certificado de Admissibilidade Temporariamente Indisponíveis

Por motivos de ordem técnica relacionados com a implementação de nova aplicação informática, os serviços de pedidos de certificado de admissibilidade pela Internet e respectiva consulta estarão indisponíveis entre as 17h30m do dia 15 de Dezembro e as 24h do dia 21 de Dezembro.

Cientes de que os benefícios desta mudança justificam os constrangimentos que necessariamente este processo irá causar, apresentamos as nossas desculpas e agradecemos a melhor compreensão.
Para qualquer informação adicional, contacte-nos através do endereço rnpc@dgrn.mj.pt ou dos telefones: 21 7783771 ou 21 7741063»



4. Enviamos então um email para tentar saber se uma determinada associação se encontra registada, imaginando que no país do Simplex estas coisas são também Àborlex:

«Enviada: terça-feira, 16 de Dezembro de 2008 21:43
Para: rnpc@dgrn.mj.pt
Assunto: confirmação da existência de ASSOCIAÇÃO


Ex.mºs Senhores,

Agreadeciamos que nos confirmassem a eventual existência do:

******* ******** ********

5. Não são! A resposta, embora em linguagem administrativês, é clara na sua significação "queres fiado, toma" (indiciando que o Zé Povinho terá talvez conseguido alguma avença como consultor do... Ministério das Finanças)

« Bom dia
Com referência à comunicação dirigida a estes serviços informa-se V. Exa. de que para a prestação da informação pretendida deverá ser remetido o emolumentar de 5,50 Euros, previsto no ponto 7.5 do artº 23º do Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14 de Dezembro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei nº 194/2003, de 23 de Agosto.

Informa-se, ainda, V. Exa. de que, em alternativa, poderá ser emitida certidão comprovativa da inscrição, OU NÃO, da entidade em causa no Ficheiro Central de Pessoas Colectivas, devendo para o efeito ser enviado o pagamento emolumentar de 10 Euros, conforme previsto no ponto 7.1 do artº 23º do Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado.

Com os melhores cumprimentos,
****** *******»

Ou seja, se alguém pouco imaginativo quiser criar uma associação em Portugal e nas primeiras 100 tentativas só conseguir "inventar" nomes já existentes... poderá gastar 550€ sem avançar um milímetro no seu objectivo. Valha-nos a "santa internet" que para validar um nome de domínio - válido para o mundo inteiro(!) - não cobra nada!..

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Notável também a passagem do verbo a substantivo. Na gramática antiga havia um termo para isto... talvez saia do baú um dia destes por graça (ou graçola) dos Gatos Fedorentos...

sexta-feira, dezembro 12, 2008

As perguntas que verdadeiramente contam

No blogue Ininputável, Pedro Afonso (citado no Infovitae) gostaria de ver respondidas algumas questões: qual é o modelo de família que cada um dos partidos defende para a sociedade? Que política pretende desenvolver para atenuar a baixa da natalidade? Que modelo de serviço nacional de saúde (sem ambiguidades) sustenta para que se mantenha a qualidade e a justiça social? Defende a eutanásia? Porventura preconiza outras formas de abordagens na luta contra SIDA, e outras doenças infecto-contagiosas que têm vindo a aumentar, para além da “política do preservativo”? Pretende manter o actual modelo do rendimento de reinserção social sabendo que em muitos casos desta forma se perpetua a miséria e o absentismo socioprofissional? Que tipo de ensino o nosso país necessita?...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Mãe opta pela Vida... e acaba em Tribunal!

Hoje, quinta-feira dia 11, pelas 14h00 será lida no tribunal da Póvoa de Varzim a sentença da Isabel, uma jovem mãe solteira que, após ter decidido levar a sua gravidez até ao fim e denunciado a violência da pressão familiar e social no sentido de abortar, se viu processada... pelo próprio pai! Para nós, militantes pró-Vida, é especialmente doloroso verificar como a pressão para abortar pode partir de uma família "muito cristã" e até de um ministro extraordinário da comunhão... (ainda no activo? Extraordinário...) Por isso, não será sem algum sentido de penitência pelo desnorte do "povo de Deus" que lá estaremos amanhã, solidários com a Isabel que - no momento decisivo - optou pela Vida.

Convidamos os que puderem a estar ali presentes, dando o conforto moral possível à Isabel. Aos que não podem ir, pedimos as vossa orações e uma simples mensagem de Solidariedade e Esperança para esta Mãe, sozinha diante da justiça humana e da própria família que a levou ao banco dos réus. Essa mensagem de pode ser enviada para o endereço i.morete@yahoo.com.br e para portugalprovida@oniduo.pt. Nós a imprimiremos para lha entregar em mão no tribunal. Mesmo à última hora poderão ser enviadas mensagens por SMS para o seguinte número: 917500157. Em anexo transcrevemos parte do apelo que recebemos do grupo de pessoas que nestes últimos 3 anos têm sido toda a "família" e apoio da Isabel.
Oxalá a nossa onda solidária anime outras mães para que tenham, como a Isabel, coragem para resistir à chantagem fatal, venha ela donde vier.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Telemarketing: como lidar?

Não é nosso hábito, divulgar aqui as circulares email. Esta, porém, merece bem a pena divulgar para tentar reduzir a quantidade de lixo-publicitário e assim, aliviar um pouco o ambiente:

«Leiam estas três preciosas dicas sobre como lidar com as agressões de Telemarketing, que constituem para todos nós uma praga quase diária.

1ª - Um método que realmente funciona:

Ao receber uma chamada de Telemarketing a oferecer um produto ou um serviço, diga apenas, com toda a cortesia:

'Por favor, aguarde um momento...'.

Dito isto, deixe o telefone sobre a mesa e vá fazer outras tarefas (em vez de simplesmente desligar o telefone de imediato).

Isso vai fazer com que cada chamada de Telemarketing para o seu Telefone tenha uma duração longuíssima, ultrapassando em muito os limites impostos ao indivíduo que lhe ligou.

Reponha o telefone na posição de repouso apenas quando tiver a Certeza de que desligaram. Não tenha dúvida de que esta é uma lição de custo elevado para os intrusos.

2ª - Já alguma vez lhe sucedeu atender o telefone e parecer que não há ninguém do outro lado?

Fique a saber que esta é uma técnica de Telemarketing Executada por um sistema computorizado, o qual estabelece a ligação e regista a hora em que a pessoa atendeu o telefone. Esta técnica é utilizada por alguns
serviços de marketing para determinar a melhor hora do dia em que uma pessoa dos serviços poderá ligar-lhe.

Neste caso, ao receber este tipo de ligação, não desligue. Pressione imediatamente a tecla '#' do aparelho, seis ou sete vezes seguidas e em sequência rápida.

Normalmente, este procedimento confunde o computador que marcou o seu número, obrigando-o registar o seu número como inválido, eliminando-o assim da base de dados.

3ª - Publicidade inserida nas contas recebidas pelo correio
Todos os meses recebemos publicidade indesejada inserida nas contas de telefone, luz, água, cartões de crédito, etc. Muitas vezes essa propaganda é acompanhada de um envelope-resposta, que não precisa selar; o selo RSF (resposta sem franquia )
Insira nesses envelopes pré-pagos a publicidade recebida e coloque-a no Correio, endereçada de volta a essas companhias. Caso queira preservar a sua privacidade, antes de inserir a publicidade no envelope remova todo e qualquer item que o possa identificar.

Este é um método que funciona excelentemente para ofertas de cartões, empréstimos, e outro material não solicitado. Portanto, não atire fora esses envelopes pré-pagos! Ao devolvê-los com a propaganda recebida,
está a fazer com que as referidas empresas paguem duas vezes pela publicidade enviada.

Se quiser acrescentar um requinte de malvadez, aproveite para Inserir anúncios da pizzaria do seu bairro, da lavandaria, da florista, do canalizador, do oculista, da costureira, do talho, do dentista, do Instalador de marquises de alumínio, da (ou de) qualquer outra actividade comercial local do mesmo género, que esteja mais à mão.

Há já várias pessoas a usar estes métodos de devolver o lixo publicitário.

Está na altura de mandarmos o nosso recado às Empresas.

É preciso, no entanto, que se atinja um número expressivo de pessoas a aplicar estas técnicas eficazes de protesto.»

quarta-feira, novembro 26, 2008

Prayer and Protest Do Mix!

Fr. Frank Pavone

Dr. Martin Luther King Jr. (whose niece Alveda is a full-time Pastoral Associate of Priests for Life) spoke of a man who once said, “You Negroes should stop protesting and start praying.” He responded as follows:

“The idea that man expects God to do everything leads inevitably to a callous misuse of prayer. For if God does everything, man then asks him for anything, and God becomes little more than a "cosmic bellhop." … I am certain we need to pray for God's help and guidance in this integration struggle, but we are gravely misled if we think the struggle will be won only by prayer. God, who gave us minds for thinking and bodies for working, would defeat his own purpose if he permitted us to obtain through prayer what may come through work and intelligence. Prayer is a marvelous and necessary supplement of our feeble efforts, but it is a dangerous substitute” (King 1963, p. 131-132).

We should never fall into the mistaken notion that prayer and protest don’t mix, or that prayer and politics don’t mix. No document of the Popes, the Bishops’ Conference, or individual bishops suggests that because we believe in prayer, we should forsake all other action, nor that we should keep that action separate from prayer. In fact, the US Bishops’ current Pastoral Plan for Pro-life Activities outlines prayer as one of four key types of activity which the Church must foster in defense of life. The others are public information/education, pastoral care, and influencing public policy. As Gandhi said, those who think religion has nothing to do with politics understand neither religion nor politics.

When we read the Gospels, we see Jesus not only praying privately, but also in front of the crowds. At the raising of Lazarus, Jesus prayed, “Father, I thank you that you have heard me. I knew that you always hear me, but I said this for the benefit of the people standing here, that they may believe that you sent me” (John 11:41-42). The Acts of the Apostles demonstrates a Church at prayer in public, confronting confusion, idolatry, and abuse of power.

The bishops’ prayerful presence at the March for Life, and at abortion clinic vigils nationwide is an encouraging and instructive witness. Praying at an abortion clinic, or praying in front of the Supreme Court, is an expression of the fact that union with God means opposition to evil. God has something to say about public affairs, and about publicly advertised killing. Moreover, he is denied and ridiculed in public, just as he was at Calvary, and therefore he should be honored in public, including when we protest evil. Worship inherently is a stand against evil, and is also inherently public, because it is the action of a community. To publicly protest evil that is inherently contrary to worship is perfectly compatible with worship itself.


quarta-feira, novembro 12, 2008

resistência civil na escola pública

Colegas,

Suponho que todos se sintam sensibilizados por sentirem que, no passado Sábado, fizeram parte de “algo maior”, que fizeram parte da história…

Pois na história, por maior e mais significativa que tenha sido a manifestação, é onde todos e cada um dos 120 000 irá ficar se, chegados às escolas, nada fizerem para mudar as coisas.

Sei que muitos se sentiram desiludidos com as consequências práticas da primeira manifestação e que muitos temem a repetição do mesmo com esta segunda manifestação. Alguns sentem-se desiludidos, ou mesmo ultrajados, com as declarações da Sr.ª ministra da Educação na televisão…Seremos assim tão ingénuos que estávamos à espera que ela viesse às televisões pedir desculpa, dizer que se tinha enganado e que se iria empenhar, connosco, no combate aos verdadeiros males do nosso ensino?! Não me façam rir!

Porque não há-de a ministra sentir-se segura, se ela sabe que 90% dos professores que aos Sábados vêm gritar para as ruas chegam às escolas, na segunda-feira seguinte, e continuam a colaborar na política das aparências…

Ela conta com o nosso medo, conta com a nossa inércia, conta com o nosso “seguidismo”…Não lhe interessa resolver nada do que está mal, interessa-lhe apenas a nossa colaboração. E ela sabe que a está a ter em centenas de escolas, as mesmas de onde vieram muitos dos 120 000. A esse medo chama-se CONIVÊNCIA!

Sejamos honestos! Em causa não está a avaliação, mas TUDO o resto. Toda a política da aparência que está a conduzir o sistema de ensino público português para o mesmo caminho que o nosso famigerado sistema nacional de saúde.

Quem, de entre nós, tendo um pouco de dinheiro, não prefere recorrer a uma clínica privada do que perder horas num centro de saúde ou num hospital público?! Pois o mesmo irá acontecer ao sistema de ensino público português, caso não nos revoltemos contra esta política que, perante as dificuldades, cede.

No futuro, e o futuro é daqui a dois ou três anos, no sistema de ensino público ficarão apenas os que forem incapazes de fugir para o privado: professores e alunos.

Os meninos estão a ter maus resultados a Matemática? Não faz mal, baixa-se o nível de exigência dos exames. Os meninos ficam retidos no final do ano? Não faz mal, inventam-se dezenas de “planos” e de “justificações” e o pessoal, só para não ter que preencher a papelada, continua a “engolir sapos” e a passar os meninos todos no final de cada ano.

É necessário passar a imagem, para a opinião pública, que o governo está muito preocupado com os problemas do ensino? Inventa-se uma “avaliação burocrática de docentes” e a malta colabora, com medo, e vamos para casa todos contentes com o “Bom”…

O sistema público de ensino está a ruir a cada ano e em vez de enfrentarmos os problemas de frente e assumir o que está mal, incluindo o que está errado dentro da classe docente, continuamos a colaborar com o “sistema”…Ou seja, o “Titanic” afunda-se, mas nós continuamos a dançar ao som da orquestra…
Pois bem, se houver alguém que acredite que este sistema de avaliação vai melhorar o nosso sistema de ensino, que entregue os objectivos pessoais.

Se houver alguém que acredita que os professores que se esforçam, que sempre se esforçaram, vão ser “premiados”, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que os nossos colegas que sempre fizeram do ensino a sua “segunda profissão” e se gabam de usar indiscriminadamente os 102 irão ser penalizados, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que este processo nos irá ajudar a melhorar os nossos métodos de ensino e a ser melhores professores, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que este processo irá permitir detectar os nossos erros e corrigi-los, beneficiando indirectamente os nossos alunos, que entregue os objectivos pessoais.
Mas NÃO ENTREGUEM OS OBJECTIVOS POR MEDO! Não cedam à chantagem do medo e às ameaças da ministra. Todos temos muito a perder, mas há coisas que não têm preço…Uma delas é a nossa dignidade profissional.

Nós somos professores e, na nossa profissão, todos os dias somos confrontados com ameaças directas à nossa autoridade. Quando não temos mais argumentos para convencer os nossos alunos pela razão, o que é que fazemos?! Ameaçamos! É a última arma que resta, quando faltam mais argumentos…Sabemos bem como é!

Pois bem, temos uma ministra que, há muito, desistiu de nos convencer pela razão, pois nós bem sabemos da hipocrisia desta pseudo-avaliação. Que lhe resta? A ameaça…Como não pode mandar os professores para a “rua” com uma falta disciplinar, ameaça-nos com a não progressão na carreira. E nós? Nós, pelos vistos, cedemos com um sorriso nos lábios…
Seremos assim tão ingénuos que pensamos que, se alinharmos no “esquema” e entregarmos os objectivos, nada nos irá acontecer?!

Seremos tão ingénuos ao ponto de pensar que, se alinharmos com o “sistema”, o nosso emprego estará assegurado para sempre?

Será que as pessoas não compreenderam que os tempos mudaram e que já não há certezas no que toca a um emprego para toda a vida, nem mesmo para quem trabalha para o Estado?

ACORDEM e olhem à vossa volta…Estamos a entrar numa das piores crises financeiras que o mundo ocidental já conheceu… Alguém acredita que o seu emprego estará seguro indefinidamente só por não contrariar o “chefe”?! Os tempos mudaram e não voltam atrás, nem mesmo para quem é funcionário público.


A escola de Silves está cheia de pessoas normais, não de super-heróis. As pessoas que estão a boicotar a avaliação na minha escola são pessoas honestas e cumpridoras da lei. Pagam impostos e não têm cadastro criminal. Não são loucas, nem irresponsáveis e, por isso, também têm medo.

Estão habituadas a ensinar aos seus alunos e filhos a cumprir as leis. Mas sabem que antes de qualquer lei, está a lealdade e a rectidão perante as nossas mais profundas convicções.

Os professores de Silves também têm medo das repercussões que este acto de resistência pode ter nas suas carreiras, sobretudo os corajosos avaliadores que arriscam, talvez, um processo disciplinar. De onde lhes vem a coragem? De saber que pior que ter medo de não cumprir esta avaliação, é o medo de olharmos para o espelho e termos vergonha de não termos defendido a nossa dignidade profissional e os nossos alunos.

É disso que se trata, de defender a dignidade do nosso sistema de ensino. É daí que nos vem a força, das nossas convicções…Como poderíamos olhar de frente, olhos nos olhos, os nossos alunos se cedêssemos na luta pelos nossos ideais?

A ministra ameaça-nos como “meninos mal comportados” e nós claudicamos? Em Silves, não!
Não sigam o exemplo dos professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues de Silves, sigam a vossa consciência. E se, perante ela, se sentirem bem em entregar os objectivos pessoais, entreguem-nos!

Nós, perante o medo, continuamos a RESISTIR! E desde que o começámos a fazer que dormimos melhor e que temos um outro sorriso…Estamos bem com a nossa consciência e isso não tem preço.

Desde que resisto, que sou MAIS FELIZ! Os meus alunos agradecem…

Pedro Nuno Teixeira Santos, BI ********, professor QZP do grupo 230 no Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves)

quinta-feira, outubro 23, 2008

questões à "nova ordem económica" - RadioClubeMinho 23.10

Algumas questões à "nova ordem económica"

1. Sobre que Valores irá esta assentar? Os da Vida ou os do egoísmo? Os do Bem Comum ou do absoluto interesse particular? Os do Amor e da Paz entre os homens ou nos do progresso técnico e crescimento económico sem mais?

2. Irá ela travar ou consagrar definitivamente a escravização dos cidadãos activos pelos benificiários do Estado-providência (políticos incluídos)?

3. Como conseguirá ela ultrapassar o paradigma (de mal necessário, segundo alguns) de aborto-livre, divórcio-livre e... inverno demográfico?

4. Como conciliará os interesses legítimos dos que pretendem permanecer activos para lá dos actuais limites legais da idade de reforma... com as necessidades de emprego dos que estão a começar a sua vida profissional?

5. Que espaço e condições reservará para actividades como a Agricultura e as Pescas?

6. Como estabelecerá os novos equilíbrios energéticos entre produtores e consumidores?

7. Como assegurará a sustentabilidade ambiental no respeito pela Liberdade das gerações futuras?

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Uma saudação para o exemplo de coragem cívica dos professores da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real que, em desacordo com a burocratização desmedida da fórmula governamental de avaliação dos professores e o Conflito de Interesses resultante da inclusão das classificações dadas (pelos professores) na própria avaliação, decidiram não colaborar mais com o processo. E começaram por recusar a entrega de mais um papel, com os objectivos (pedagógicos) individuais dos professores. Em Portugal tende-se a fazer muito barulho mas no final "ninguém se chega à frente", o que se calhar se explica em parte com a escandalosa dependência dos sindicatos face ao governo. São mais de mil os professores destacados em serviços dos sindicatos... com salário garantido pela outra parte nas mesas de negociação!
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Um apelo à participação dos cidadãos-cristãos em mais uma «Velada pela Vida», a 25 de Outubro, a realizar-se em diversos locais da região do Minho: frente aos hospitais de Braga, Guimarães, Famalicão, Penafiel e frente ao centro de saúde de Viana do Castelo.

terça-feira, outubro 21, 2008

“Inverno Demográfico” em Guimarães e Braga

Inverno Demográfico

Visionamento do documentário «Demographic winter» seguido de análise pelo Prof. Fernando Alexandre do Departamento de Economia e Gestão da Universidade do Minho

Em Guimarães* - ciclo de tertúlias no CAVIM, 4 de Novembro de 2008, 3ª Feira; 21h00

Em Braga** - aula aberta, 5 de Novembro, 4ª feira, 18h00, Anfiteatro 1.01, da Escola de Economia e Gestão da U.M.


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Resumo:

Um dos eventos com maior impacto na história moderna está a desenrolar-se silenciosamente. Os sociólogos e os economistas estão de acordo: estamos a ir na direcção de um inverno demográfico que ameaça ter consequências sociais e económicas catastróficas. Os efeitos serão severos e duradouros e estão já a manifestar-se em grande parte da Europa. “Inverno Demográfico: o declínio da família humana” é um documentário que mostra como as sociedades com menor atenção às questões da família sofrem hoje sérias ameaças a nível social e económico. O “Inverno Demográfico” é desenvolvido sobre os testemunhos de peritos de todo o mundo - demógrafos, economistas, sociólogos, psicólogos, líderes civis e religiosos, parlamentares e diplomatas. Juntos, revelam os perigos que as sociedades e economias mundiais enfrentam, perigos ainda mais iminentes do que o aquecimento global e, pelo menos, tão graves.

Da mesma forma que foi necessário o envolvimento cumulativo de organizações de activistas, políticos, o mundo de negócios e a comunicação social para provocar estas consequências involuntárias que estamos a começar a sentir, também terá que ser o envolvimento combinado de todas estas entidades, juntamente com as organizações civis e religiosas, para alterar os corações e as mentalidades de toda a sociedade para nos levar a uma reversão. Talvez seja já demasiado tarde para se evitar algumas consequências muito graves, mas com esforço talvez possamos evitar uma calamidade. O “Inverno Demográfico” constitui uma plataforma e motivo para discussão. As vozes de aviso neste filme têm que ser ouvidas antes que um silencioso, intenso Outono, se torne num longo e duro inverno.

http://www.invernodemografico.org

Nota curricular:
Fernando Alexandre (1972), Professor Auxiliar do Dept. de Economia da Universidade do Minho desde 2003, é natural da Gafanha da Nazaré (Ílhavo) e pai de 3 filhos. Licenciado (1995) e Mestre em Economia (1998, com bolsa da F.C.T.) pela Universidade de Coimbra, em 2003 doutorou-se em Londres no Birkbeck College - Universidade de Londres, sob orientação do Professor John Driffill. Os seus interesses de investigação centram-se nos tópicos: política monetária; instituições e bancos centrais; coordenação de políticas macroeconómicas; e políticas para o ensino superior.

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CAVIM - Rua P.e Doutor Manuel Faria, Loja 6 P, (Junto à Rotunda da Universidade) Guimarães



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