terça-feira, agosto 10, 2010

CPLPaz

Entre os povos falantes de português vai-se formando uma consciência crescente da necessidade de que todos nós possamos um dia livremente circular entre os nossos diferentes países. Um direito tão exuberantemente exercido por Fernão Mendes Pinto no séc. XVI, não deveria ser negado aos luso-falantes do séc. XXI, a menos que a história humana se faça afinal de retrocessos. Em última instância, a realidade concreta do séc. XXI poderia exigir apenas o controlo aduaneiro mínimo para um efectivo combate ao tráfico humano e ao narco-tráfico.

Pensamos que esta visão pode concretizar-se por meio de uma política de vistos mais aberta do que a actual ou talvez mesmo pelo «passaporte lusófono» defendido pelo M.I.L., o Movimento Internacional Lusófono, formado por pensadores independentes, por cidadãos de todos os países lusófonos. Nesse sentido, será importante que os nossos diferentes povos estimulem os respectivos governantes a aprofundar esta «cidadania lusófona» ainda que, no caso português, à custa de alguma euro-cidadania. Mesmo sem chegar a extremos como o de Mário Soares, quando disse que estavamos “na Europa para lhes sacar os subsídios”, está cada vez mais claro que o casamento com a Europa é mais de conveniência que de “amor”.

Acredito que o mandato de Angola na presidência da CPLP, que ora se inicia, constitui uma excelente e talvez irrepetível oportunidade para fazer avançar o projecto duma «cidadania lusófona», quaisquer que sejam as fómulas que os compromissos da política venham a ditar como possíveis. Haja, para tanto, «solidariedade na diversidade» e uma visão política de horizontes largos.

Parece-me que um passo decisivo para esta construção será a eleição directa, pelos cidadãos dos nossos povos, dos deputados do novo «Parlamento da CPLP1». Enquanto a CPLP não adoptar uma prática da-base-para-o-topo, dificilmente se poderá afirmar no mundo e ter consequências práticas positivas na vida das pessoas. Talvez uma CPLP mais forte possa inclusivamente constituir uma forte âncora da Paz nas democracias emergentes como Angola quando, cumprindo-se a lei da política ou a lei da vida, os seus líderes históricos ou carismáticos houverem de ser substituídos ao leme.

Sabemos bem que muitos e variados argumentos de natureza social, económica ou cultural, mais técnicos ou mais emocionais, podem ser invocados a favor da consolidação da CPLP. Mas será bom que, nas minúcias de análise a que se entregam as comissões e comitivas “especializadas”, não se esqueçam o superior interesse dos nossos povos irmãos, traduzido nesta ideia central: pela Paz, para a Liberdade e o Desenvolvimento.

Porque a ideia da Paz2… até uma criança a entende.


Luís Botelho Ribeiro

Benguela, 2 de Agosto de 2010


notas:

1 Se tal vier a acontecer, bom seria também que encontrássemos ou, talvez melhor, recuperássemos um nome mais significativo e fácil de pronunciar que esta série de consoantes que mais parece uma palavra moldava: CPLP

2 Curiosamente, a bandeira portuguesa que as caravelas trouxeram era branca. Isso mesmo, branca – da cor da Paz!

quarta-feira, junho 02, 2010

D. José Policarpo critica Cavaco no casamento 'gay'

D. José Policarpo critica Cavaco no casamento 'gay'

Aos microfones da Renascença, D. José Policarpo criticou a decisão de Cavaco no casamento homossexual, afirmando que «à luz da sua identidade cultural de católico, [..] precisava de marcar uma posição também pessoal». Parece-nos que, em devido tempo e por maioria de razão, teria sido justo criticar publicamente os grandes responsáveis desta iniciativa legislativa do governo: o ministro Pedro Silva Pereira e o primeiro-ministro.

Ao primeiro-ministro (PM), talvez tivesse sido mais aconselhável que o próprio D. José Policarpo, de visita ao Palácio de S. Bento em Outubro último, não desse as garantias de que a Igreja não provocaria uma "guerra santa" por esta questão. Que fiel tem sido à palavra dada a José Sócrates!

Ao ministro Pedro Silva Pereira, que
em Janeiro, no parlamento, ao lado do PM "assumiu a paternidade" da proposta de lei, apesar de católico com envolvimento activo em movimentos pastorais (pastoral da juventude e/ou cursos de preparação para o matrimónio - CPM - na Diocese de Lisboa), D. José Policarpo também poderia ter questionado publicamente a sua «identidade cultural de católico», como fez com Cavaco Silva que "apenas" a promulgou. Se o casamento homossexual é tão contrário à doutrina da Igreja e dá entrada no nosso ordenamento jurídico exactamente pela mão de um antigo dirigente católico da Diocese de Lisboa, o seu Bispo não dá nem pede explicações sobre isso?

Terá afinal a igreja de Lisboa perdido a sua independência face ao poder político, contando com o seu apoio à construção da nova Igreja e Centro Pastoral de S. Francisco Xavier, em Lisboa? E chegando a tomar como arquitecto o publico e notório maçon - Arq. Troufa Real? Terá sido nestas andanças que D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, chegou à fala com o "sub-mundo" da maçonaria, concluindo nada mais lhe encontrar de significativamente condenável do que o "secretismo"? (cf. declarações televisivas que cito de memória)

Será que, perante tudo isto, D. José Policarpo tem ainda autoridade moral para censurar Cavaco Silva?...

Unidos ao Papa, pedimos conversão e purificação para a Igreja portuguesa, para todos nós.

Luís Botelho Ribeiro

terça-feira, maio 25, 2010

o Presidente e a Selecção

Na sua declaração de promulgação da lei do casamento homossexual, disse o Presidente da República:

«[...]entendo que não devo contribuir para arrastar inutilmente este debate, o que acentuaria as divisões entre os Portugueses e desviaria a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas.»

Seguindo esta mesma lógica, Cavaco Silva é capaz de entender igualmente que "arrastar inutilmente" a atenção dos portugueses pelos estádios de futebol poderá desviar a atenção do governo da resolução dos problemas concretos. E por isso, intimamente desejará que o mundial acabe cedo para a selecção nacional, para mais cedo os portugueses se concentrarem e concertarem na resolução da crise...

A julgar pela atitude da selecção portuguesa ontem, diante da selecção de Cabo Verde, parece que os jogadores entenderam e estão a acatar a vontade presidencial...

sexta-feira, março 26, 2010

a paixão do Papa Bento

Nuno Serras Pereira

25. 03. 2010


Hoje celebra-se o dia em que o Deus Filho, pelo poder do Espírito Santo, Se fez um organismo unicelular humano, ou seja, se fez homem, no seio da Virgem Maria.

Faz hoje quinze anos que o bom Papa João Paulo II deu ao mundo aquela luminosa encíclica que, nas palavras do então Cardeal Ratzinger, é um dos quatros pilares da Igreja no terceiro milénio, a saber, O Evangelho da Vida. Foi inspirados por este esplendor do Amor que dela irradia que vários países e nações decidiram celebrar neste dia 25 de Março, nove meses antes do Natal, o Dia da Criança concebida e (ainda) não nascida, ou da criança a nascer. É também em memória deste Acontecimento que todos os dias 25 há grupos de pessoas espalhadas por Portugal inteiro rezando à porta de hospitais, centros de saúde e clínicas onde se esquartejam estes filhos de Deus e irmãos nossos.

Por tudo isto andava eu pedindo as inspirações do Espírito Santo para vos escrever alguma que servisse de acção de graças pelos trabalhos fecundos que têm salvado tantas crianças, de estímulo e de ânimo para não desanimar, de reparação ao Senhor e a Sua Mãe santíssima pelas ofensas tantas e tamanhas que este povo lhes tem feito, e também de conversão maior ao Amor que é este Evangelho.

Mas Deus do Céu!, só consigo pensar na Criança a sofrer. A Criança que é Jesus assim martirizado, ainda antes de nascer, mas também que é conspurcada nas crianças abusadas por quem o devia representar, torná-Lo presente. Porém esta Criança é também o santo e inocente Papa Bento XVI. Sua Santidade, santo Deus é tão claro e evidente!, por cada caso que conhece de qualquer criança abusada, ainda para mais por Padres, sente o seu bom coração trespassado por uma espada, cada abuso é para ele um suplício, um flagelo, uma coroa de espinhos quer por causa das crianças e menores quer por causa do Sacerdócio corrompido, maculado, coberto de imundície. Desde sempre, como Padre, como teólogo, como Bispo, como Cardeal e agora como Papa lutou denodadamente e com o maior desassombro contra os membros da Igreja que a queriam destruir, mudar, reinventá-la em vez de a receber do Seus Senhor. Avisou, advertiu, exortou, admoestou, apontou as consequências nefastas da hybris, mas foi sempre incompreendido, caluniado, posto a ridículo e, não obstante nunca retrocedeu um passo, permaneceu constante na Verdade, sempre se confiou ao Senhor. A fecundidade do seu labor com João Paulo II e agora a do seu Pontificado é patente e, sem sombra de dúvida, será um dos grandes nomes que ficará na história da Igreja e da humanidade.

“Deus que não poupou o Seu próprio Filho” parece também não querer poupar o Seu humilde servo Bento XVI. E eis que agora se desencadeiam furacões de falsidades, tempestades de meias verdades, tsunamis de falsos testemunhos, vulcões de ódio contra o Inocente. É preciso agredir aquele que torna presente o Salvador do mundo, maculá-lo, escarrá-lo, desfigurá-lo, eliminá-lo com “sentenças” injustas. Esmagai o infame!, acabemos com a Igreja!, dêmos rédea solta ao Maligno!, só a ele serviremos porque só ele nos satisfaz todos os caprichos e desejos.

Claro que tudo isto não é dito em voz alta, mas é pensado e cuidadosamente planificado. Levantam-se suspeitas, insinuações, manipulam-se as notícias de modo a que a massa conclua e diga aquilo que eles não ousam proferir. Mas se a Igreja diminuir significativamente o seu peso e influência no mundo verificar-se-á que ela era o baluarte que protegia e promovia o bem das crianças e dos jovens. A pedofilia não só será legalizada como será indicada como a iniciação mais aconselhável a uma sexualidade sã…

Santo Papa Bento, eu estou contigo, nós estamos contigo (este tu que aqui uso é o mesmo respeitoso com que me dirijo a Jesus Cristo nas minhas orações pessoais) e ajudar-te-emos como Simão de Cirene a levar a Cruz.

Tu que toda a vida foste o que Jesus nos mandou – ser como as crianças - és hoje a Criança a sofrer.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Irmãos comunistas

Posso chamar-vos irmãos como vos chamaria também Francisco de Assis?

Que a Paz esteja convosco.
Estive nas galerias do parlamento no passado dia 8 de Janeiro, para assistir à discussão e votação da petição popular em prol de um referendo e também das propostas de lei do casamento homossexual.

Entristeceu-me ver a bancada do PCP alinhar contra a proposta de auscultação ao povo - em referendo - rasgando, assim, em poucos minutos as vossas mais heróicas e corajosas páginas de resistência pelo direito de voto em liberdade ao longo de décadas, assim magnificamente sintetizadas pelo também comunista Zeca Afonso:

«o povo é quem mais ordena, dentro de ti, ó cidade»

Que se passa? O Zeca já morreu «as duas vezes» do poeta? Ninguém o escuta nem o lê? Ou lê mas não o atende?

É que ele também cantou assim:

«E embora seja ladrão
aquele que tenha mãe
lá tem no meio da luta
ternos afagos de alguém»

Se, para o Zeca, ninguém será completamente infortunado se ao menos tiver mãe, então se cá voltasse hoje o que acharia ele de ver o PCP alinhar em propostas de lei que atirarão crianças para casas onde não haverá um pai e... uma mãe?...
Se a proposta do governo, aprovada no parlamento, vier chumbada do Tribunal Constitucional e o PS lhe "podar" (e até estamos em tempo disso) a inibição de acesso à adopção de crianças, um deputado do PCP a quem o Zeca ainda diga alguma coisa não pode senão votar contra.
Abster-se, seria tibieza de aburguesados - não chega!

Vem chegando a hora e já chegou em que é preciso decidir pelo "superior interesse das crianças" ou admitir que os comunistas, num certo sentido, sempre "comem meninos ao pequeno-almoço". Também aqui, a opção do Zeca estava feita... e em belos versos. Merece ser respeitada pelos comunistas de hoje:

«O meu menino é de oiro
é de oiro o meu menino
hei-de levá-lo ao céu
enquanto for pequenino»

Irmãos comunistas, não vos torneis cúmplices - por omissão ou abstenção - daqueles que no PS, no PSD e no BE pretendem levar os nossos meninos... ao inferno.

Luís Botelho Ribeiro

nota: texto enviado por email no dia 15.01 para o Grupo Parlamentar e a direcção nacional do PCP. Sem resposta até agora...

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Red Bull air race sem interferência do estado

Como se sabe, a edição portuguesa desta corrida tem decorrido entre o Porto e Gaia. Este ano, e por supostas interferências de empresas tuteladas pelo Estado, a organização estará em vias de ser transferida para Lisboa / Oeiras.

E o orçamento da iniciativa que rondaria os 800.000 euros estará em vias de passar para os 3.500.000 euros! Como explicar uma tal "evolução"? Os poderes públicos, desde logo o Giverno, o Ministério da Economia, devem explicações aos cidadãos portugueses - a todos, independentemente da região onde vivam e contribuam com os seus impostos para o desgoverno do erário público.

Se partilha destas preocupações e considera que, na dúvida, deve ser mantida a actual localização deste mediático evento, sugerimos que clique aqui e assine.

domingo, dezembro 06, 2009

We don't need no thought control

A entrada em vigor do Tratado de Lisboa foi ocasião para, aos olhos dos europeus, destapar as “faces ocultas” dos novos comissários, do novo Presidente do Conselho Europeu, do novíssimo Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança que bem precisa... de um título mais simples.

Perfeitos desconhecidos da generalidade dos cidadãos do continente onde nasceu (e morreu?...) a Democracia, ninguém se espantará que uma busca no Google com as palavras-chave «entrada vigor tratado Lisboa» dê como primeiro resultado: «UE/Tratado Lisboa: Michelle Bachelet na cerimónia de entrada em vigor do Tratado»!!! Não, não se trata de uma nova Comissária Europeia, nem sequer de uma das novas e glamourosas ministras de Berlusconi ou de Zapatero... A primeira Google-Star da euro-cerimónia do primeiro de Dezembro é mesmo a Presidente da República do Chile!

Será surpresa uma tal “crueldade” do Goggle, se a Europa insiste em subtrair da praça pública a tomada das decisões para a entregar aos corredores e bastidores? Na democracia originária, mediterrânica, as praças são lugares de convergência iluminados pelo sol... que quando nasce é para todos. Na “euro-democracia” de Bruxelas, dos referendos repetidos - como num concurso televisivo - até se chegar à “resposta certa”, há jogos de sombras, as nuvens escondem o sol e chove o dia todo. A política recolhe-se ao interior climatizado das euro-sedes e o povo recebe passivamente as novidades da alta-política a uma conveniente distância de segurança.

Curiosamente, na Cimeira Latino-Americana do Estoril, no mesmo dia, suava-se as estopinhas para tentar aprovar uma declaração conjunta de condenação das eleições nas Honduras promovidas pelo poder saído de um golpe militar. E, sem acordo possível, acabou por ser a presidência - Portugal – a emitir a “nota de culpa”... ignorando que o regime democrático português começou exactamente assim: golpe militar seguido de eleições... Ignorando que as eleições hondurenhas são reconhecidas pelo guru da esquerda mundial e Nóbel da Paz - Barack Obama! E ignorando também que em Belém, ali mesmo ao lado, se fazia a festa de aclamação de líderes europeus que o povo não pôde eleger e de entronização dum Tratado com três referendos contra (Holanda, França, Irlanda I) e apenas um a favor (Irlanda II) e o «sim» semi-chantageado da Polónia e da República Checa...

Por cá, também se estranha ouvir proclamar “todo o poder ao povo” se o assunto é o Tratado de Lisboa – como o Bloco de Esquerda pedia pela voz de Francisco Louçã– aos mesmo que, com a mesma paixão, defendem “nenhum poder ao povo” quando se trata de uma «escolha de Civilização» como o “casamento homossexual”. Eis aqui o apogeu da incoerência!

Que se passa? Receiam que apesar do esforço de intoxicação da opinião pública e controlo de boa parte das redacções nacionais; apesar do arranque do programa de controlo do pensamento das novas gerações através da “educação nacional-sexualista e anti-família” nas escolas... o povo ainda mantenha a lucidez suficiente para lhes atirar à cara um rotundo «não»?

Perante isto, dizemos como os Pink Floyd: “leave the kids alone”! Desistam dessa estratégia a dois tempos para legalizar a adopção gay de crianças... nas costas e contra o sentimento da maioria do povo português, como se provará em breve pelo pronunciamento dos representantes autarquicos de dois milhões e meio de cidadãos portugueses.

Deixem-se de mariquices, senhores governantes! Enfrentem os problemas reais e graves que os portugueses hoje sentem na pele: o desemprego nos dois dígitos, o défice público acima dos 8%, o encerramento de escolas e a dispensa de professores (dita “avaliação de desempenho”), o ataque às pensões sociais encapotado no «factor de sustentabilidade». Estas políticas resultam directamente do Inverno Demográfico que atinge em cheio a sociedade portuguesa (e europeia), em plena crise de valores, “embriagada” de políticas socialmente suicidas embora “progressistas” na aparência.

Luís Botelho Ribeiro, 3.12.2009

sexta-feira, novembro 27, 2009

intentona política sobre... a Justiça

do editorial da Direcção Nacional da Assoc. Sindical dos Juízes Portugueses...
sobre o caso "Face Oculta"

[...] é absolutamente necessário informar a sociedade e os cidadãos e contrariar afirmações que alguns estão cada vez mais interessados em fazer vingar, numa atitude de desinformação e tentativa de condicionamento da investigação e das decisões a serem proferidas no inquérito em curso.

Nestas circunstâncias, a ASJP:

1. Alerta para a falsidade das insinuações de que este caso teve motivações e objectivos político-partidários.

2. Salienta o infundado da imputação da violação do segredo de justiça aos elementos da investigação ou às autoridades judiciárias da comarca de Aveiro.

3. Lembra que, contrariamente ao que foi veiculado em notícias e tomadas de posição, e como já foi oficialmente informado, as escutas autorizadas pelo Juiz de Instrução de Aveiro nunca tiveram por alvo o Primeiro-Ministro, mas sim os arguidos no inquérito.

4. Repudia veementemente as insinuações e falsas acusações de responsáveis políticos, nomeadamente membros de órgãos de soberania, que visam apenas descredibilizar a actuação das autoridades judiciárias.

5. Chama a atenção para os deveres deontológicos que impendem sobre os advogados, especialmente aqueles que têm cargos directivos e de representação ou que têm intervenção no processo como mandatários dos arguidos.

6. Considera inaceitável que um vogal do Conselho Superior da Magistratura (órgão que pode vir depois a intervir na classificação e disciplina dos juízes com intervenção no processo) eleito pela Assembleia da República, não tenha suspendido funções naquele órgão a partir do momento em que passou a ser mandatário de um dos arguidos;

7. Lamenta todos os equívocos gerados pela falta de informação sobre a existência ou não de inquérito a propósito das certidões, a dilação temporal entre a recepção das certidões e a decisão de considerar não existirem elementos probatórios para iniciar uma investigação, bem como a inexplicada divergência de valoração dos indícios que foi feita na Comarca de Aveiro e pelo Procurador Geral da República.

8. Considera que os deveres de transparência e de informação, essenciais para a normal e saudável fiscalização social sobre a actuação das autoridades judiciárias num caso que reveste manifesto interesse, impõem o esclarecimento daqueles equívocos, com a prestação da informação necessária.

9. Reputa como imperioso, pelos mesmos motivos, e ainda para permitir o debate jurídico da doutrina e jurisprudência sobre a norma inovadora em causa, que se proceda à publicitação das decisões do Procurador Geral da República e do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

10. Proclama que é uma exigência da sociedade serem asseguradas aos juízes e aos procuradores do processo "Face Oculta" todas as condições de tranquilidade e segurança, para desenvolverem o seu trabalho com qualidade e cumprirem a sua função com imparcialidade e liberdade de consciência, pois só se fará Justiça se os crimes eventualmente cometidos forem completamente investigados, os seus autores punidos e os inocentes inequivocamente ilibados.

11. Afirma e declara que qualquer tentativa de constrangimento ou condicionamento da actuação dos juízes do processo, fora dos mecanismos próprios de fiscalização pela via do recurso, constituirá uma ofensa intolerável aos princípios da independência e separação de poderes, que levará a ASJP e os juízes a encontrarem as respostas adequadas.

A Direcção Nacional,

Lisboa, 26 de Novembro de 2009

texto integral aqui.

domingo, novembro 22, 2009

À ACÇÃO

Estamos a convidar todas as autarquias locais do nosso país (Assembleias de Freguesia e Assembleias Municipais) a subscrever a seguinte Declaração (inspirada nos artigos nº 7 e nº 8 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança)

Toda a criança tem desde o nascimento o direito a ser criada e educada por um pai e uma mãe, sempre que possível os seus pais biológicos.

Para tal, o plano geral da acção que tem vindo a ser desencadear por todo o país, desde o princípio de Novembro, em cada freguesia e em cada concelho é o seguinte.

  1. Reunir um pequeno grupo de cidadãos decididos a, se necessário for, avançar com a recolha de assinaturas para um Referendo Local: um grupo em cada freguesia e uma comissão concelhia com todos os coordenadores das freguesias,

  2. Entregar uma carta com a proposta de agendamento ao Presidente da Junta de Freguesia e/ou ao presidente da Câmara Municipal;
    1. IMPORTANTE: exigir que seja dada oficialmente entrada ao documento, carimbando uma cópia nossa; comunicar todas as cartas entregues para a coordenação nacional para o email pai.mae.direitos.das.criancas@clix.pt;
  3. Questionar oralmente o autarca sobre o seguimento que pensa dar à proposta; realizada a assembleia, dois resultados são possíveis:


    1. A autarquia (Freguesia ou Concelho) aderiu à «Declaração»,

    2. A Assembleia não se pronunciou ou pronuncio-se contra a declaração

    • deve então ser desencadeada uma campanha de recolha de assinaturas para um referendo local de iniciativa popular;
    • escolher mandatários e organizar grupos para a recolha de assinaturas;
    • o referendo local servirá para, querendo-o o povo, e de acordo com a Lei, obrigar a autarquia a tomar posição em relação à «Declaração»;
    • Para forçar o referendo deverão ser recolhidas assinaturas de 8% dos cidadãos eleitores da freguesia/concelho (até um máximo de 5.000 se o número de inscritos no recenseamento exceder os 62.500 ).
  4. Como nos tempos em que os representantes do Povo impunham às cortes as decisões mais corajosas e necessárias à Independência Nacional, confiamos que também hoje uma adesão muito expressiva de Freguesias e Concelhos à «Declaração em Prol dos Direitos das Crianças» poderá ser a nossa única possibilidade de resistir a uma tentativa palaciana para, de cima para baixo, nos imporem uma Lei que colocará irremediavelmente em causa o “Superior Interesse das Crianças”, com o parlamento ( minado pelo «Lobby Gay» ) a dizer que chumbará qualquer proposta dereferendo nacional e a Justiça há sete anos enredada no caso da «Casa Pia»

    1. serão ampla e publicamente anunciados os que assinaram e todos os que recusaram!


COMO CIDADÃOS,

NÃO PODEMOS IGNORAR NEM DEIXAR AMORDAÇAR

O APELO DA NOSSA CONSCIÊNCIA.

NÃO PODEMOS DEMITIR-NOS

DOS NOSSOS DEVERES E RESPONSABILIDADES

DIANTE DO SUPERIOR INTERESSE DOS NOSSOS FILHOS !

----------------------


Estamos já perto de Um Milhão de cidadãos representados !!!

Junte-se a nós - apresente a carta ao seu Presidente de Junta, ao seu Presidente de Câmara!

quarta-feira, outubro 14, 2009

cidadania no site "queixas"

Só hoje chegou ao nosso conhecimento, mas afinal já existirá desde 2000... Trata-se do site www.queixas.co.pt, onde qualquer cidadão pode apresentar as suas queixas nas seguintes áreas: bancos, cultura, desporto, educação empresas, estado, internet, restauração, saúde, seguros, vida nocturna, telecomunicações, transportes.


a velha politica portuguesa esmiuçada... já fede

fedia o analista português,
mormente em se tratando de política,
e alguém teve visão apocalíptica:
"mandou-lhe" à pinha c'um gato maltês

... ou não. Mas fedorento era... eram três
... ou quatro duma raça analítica
... ou esmiúcica, de linha jesuítica
... ou laica, e na idade dos porquês.

O certo é que chamaram à chacota
A nata da Maçada, um presidente...
Mau grado, enfim, os ares já de cota...

A pontos que «igualdade (de) tratamento»
Cá nesta democrácia defunta...
É ser chamado aos «gato fedorento»!

L.

sábado, julho 18, 2009

discriminação da região norte na R.D.P.

Crítica enviada ao Provedor do Ouvinte da RDP (clicar aqui**), sobre a eventual discriminação da região norte de Portugal no repositório áudio da RDP relativo ao programa «Portugal em Directo». Aquele apenas contempla os programas da emissão sul. Porque será?


«
Ex.mº Sr. Provedor do Ouvinte da RDP, (jornalista Adelino Gomes)

Numa estação suportada pelos impostos de todo o país, não apenas do sul, não se pode compreender que um programa com emissão diferenciada para as diferentes regiões do país, apenas disponibilize no seu sítio oficial, infelizmente sem PODcast, o «nome e descrição» e o "audio WMA" da emissão sul. (cf. http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1043)

Na passada quinta-feira, dia 16.07.09, fomos convidados para ali apresentar resultados de um projecto da Universidade do Minho com a ACAPO. No sumário do dia publicado no sítio, porém , encontra-se o seguinte «PORTUGAL EM DIRECTO - O papel está a desaparecer de todos os serviços municipais de Óbidos, que já reduziram custos e tempo a despachar processos. Sintra quer ser a capital do romantismo para cativar mais turistas para os ambientes romântico...».

No sumário do dia 17.07 pode ler-se: «PORTUGAL EM DIRECTO - Faltam médicos de família no Alentejo, [...]. O metro de Lisboa vai crescer até Loures [...].»

E ainda no de dia 15.07: «PORTUGAL EM DIRECTO - Autarca do Sardoal ameaça cortar estrada [...]. A maior estufa de tomate da Península Ibérica fica em Torres Vedras. Museu da Cidade de Lisboa [...]»

... do dia 14.07: «PORTUGAL EM DIRECTO - Videovigilância para [...] praias da Costa de Caparica e [...] Torres Vedras. Em Vila Nova de Mil Fontes, a população está alerta [...] » (no Norte também!)

... do dia 13.07: «PORTUGAL EM DIRECTO - Odemira tem falta de médicos [...] A História e património da Mata da Machada, pulmão verde do Barreiro, em livro.»

Em suma, ou fomos procurar no link errado ou então lamentamos ter de concluir que para a emissora (dita) nacional RDP, o «Portugal em Directo» começa no Sardoal (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sardoal) e segue para sul.

Precisando melhor, o Norte no "directo" ainda passa (sabemos que a emissão foi para "o ar"). No "diferido" via internet é que estamos mal e merecíamos melhor.

Discordamos e pedimos a pronta rectificação deste tratamento desigual.

Atentamente,
Luís Botelho Ribeiro»

quarta-feira, maio 20, 2009

O que se passa (ou não) no Tribunal Constitucional?

Um pedido de declaração da inconstitucionalidade da "Lei do Aborto",
subscrito por cerca de 30 deputados*, apresentado no Tribunal Constitucional (TC) em 5 de Julho de 2007 registado sob o n.º de entrada 733/007**, ainda nem sequer foi «distribuído» a um juiz-relator.

... E estamos em Maio de 2009!!!

Ao que nos informaram na secção central do TC, encontra-se à espera de um memorando da responsabilidade do Sr. presidente do TC o Sr. Dr. Juiz Rui Moura Ramos, para poder ser apreciado pelo tribunal e, só então, distribuído.

Não será este um caso de Vida ou de morte
(32.000 mortes, na verdade!) a merecer maior celeridade na apreciação da sua constitucionalidade?

Não terão sido
entretanto despachados numerosos pedidos de fiscalização constitucional sobre matérias bem menos relevantes?

E será
assim tão problemático o n.º1 do artigo 24º da Constituição, apresentando uma redacção aparentemente tão cristalina como esta?
«A vida humana é inviolável.»

----------------
* cerca de três dezenas de deputados do PS, PSD e CDS-PP, dentre os quais o jornal Publico destacava Teresa Venda e Matilde Sousa Franco (PS), José Paulo Carvalho e Hélder Amaral (CDS-PP) e Zita Seabra, Rosário Águas, Miguel Frasquilho, Helena Lopes da Costa, Henrique de Freitas, Hugo Velosa, Rui Gomes da Silva e Luís Montenegro (PSD)

** tendo-lhe sido atribuído um tal número de referência (.../007) até nem admira que quase não se dê pela sua existência...

terça-feira, abril 28, 2009

Justiça precisa-se

Justiça precisa-se... antes que a "gripe suína" e o futebol distraiam os portugueses do escândalo do Freeport, das pressões de políticos sobre magistrados, do escândalo do processo Casa-Pia e da banalização do aborto!

"Bravo TVi" pelo excelente serviço público que vem prestando!