
Em dias de perplexidade cívica, apetece regressar a Thoreau e à sua proposta de
desobediência civil (
tb. em castelhano), inspiradora de Gandhi, de M. Luther King, de movimentos de resistência passiva e oposição à guerra (Vietname, Iraque...)
Ressoa Cícero... O Tempora, O Mores!Que TEMPO este?
Portugal, que futuro?
Portugal, que novas oportunidades?
Quem nos leva os nossos fantasmas?
Quem nos está a roubar todos os sonhos?
(60.000 novos desempregados do Vale do Sousa, "desenrascam-se" na
construção civil em Espanha e... viciam os números do desemprego em Portugal, mantendo-se a ilusão no discurso oficial:
"o Vale do Sousa não apresenta taxas de desemprego significativas")

Quem nos delimita os sonhos com 4 linhas de cal? É esse o hectare da nossa liberdade? O palco da nossa efémera existência televisiva?
É esse o relvado terreno duma existência fugaz?

Sem a blogosfera, seriam "a bola", "o record" e "o jogo" os canais da palavra para os filhos do povo?
Na
televisão pública alguém fora das redacções decide
o que é assunto e
quem é assunto. E os jornalistas pagos por nós, tornam-se mero rosto e voz de um
poder nú (Russel). É a
manipulação dos media (Chomsky), o triunfo
final dos porcos (Orwell), dos
inimigos da sociedade aberta (
Popper).
(foto retirada do blogue "democracia em Portugal", por Tiago Carneiro)
E enfim, perante a apatia cívica que se avoluma, vamos lendo o que pudermos... enquanto pudermos... Vamos aproveitando os ensinamentos e o edificante exemplo que alguns políticos de sucesso dão aos nossos filhos.
Realmente...
esforço para quê?
estudo para quê?
mérito para quê?
amor à Verdade para quê?
confiança na justiça para quê?
respeito pela constituição para quê? Mas há algum artigo que não seja letra morta? (a começar pelo fundamental art.º 24)